segunda-feira, 19 de março de 2012

Desemprego disparou no último trimestre de 2012

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo gabinete de estatísticas da União Europeia, a queda portuguesa apenas foi superada no espaço europeu pela Grécia, com uma previsão de menos 8,5 por cento de pessoas empregadas.
O indicador permaneceu inalterado no conjunto dos países da União Europeia, aponta também o Eurostat.
A queda portuguesa de 3,1 por cento foi a mais elevada de 2011 em termos nacionais: no primeiro trimestre o emprego havia recuado 1,6 por cento, enquanto que o segundo e o terceiro trimestre registaram descidas de 0,8 e 0,7 por cento, respectivamente.
A taxa de desemprego em Portugal atinge já valores recorde acima de 14 por cento e a tendência é para que a perda de postos de trabalho prossiga ao longo do ano. Na Grécia, o desemprego atinge já os 20,7 por cento, segundo dados da agência Bloomberg.


Guilherme Prata, Nº11, 10ºG

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O pastel que milhões de chineses adoram e os espanhóis exportam


"Já compraram a EDP, querem a REN e a banca, mas no negócio dos pastéis de nata os chineses já lideram. O típico doce português nunca esteve tanto nas bocas do Mundo, depois de na semana passada o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ter lançado a pergunta: «Porque não conseguimos exportar o pastel de nata?».
Contudo, é no outro lado do Mundo que mais se produzem e consomem os pastéis de nata. Por cá, o famoso estabelecimento em Lisboa, os Pastéis de Belém, vende cerca de 20 mil unidades por dia. Em Hong Kong, há pastelarias que vendem o dobro.
O apetite dos chineses pelos pastéis de nata existe há décadas, sendo este o produto português mais conhecido no Oriente – onde entrou via Macau, com o nome de egg tart (tarte de ovo). O lançamento asiático dos bolos ficou a dever-se ao inglês Andrew Stow, que os provou pela primeira vez em 1988 na confeitaria mais conhecida de Portugal – Pastéis de Bélem. Passado um ano, decidiu abrir a pastelaria Lord Stow’s, na vila de Coloane, Macau.
O sucesso foi imediato. O pastel de nata ‘à Stow’, servido sem canela, como os asáticos preferem, conquistou a Ásia e foi reinventado um pouco por toda a região. Através de Margaret, ex-mulher de Andrew, chegou mesmo aos balcões da cadeia norte-americana Kentucky Fried Chicken (KFC), a maior na China. Aliás, este é o único país onde o gigante fast food integra o pastel de nata no menu. Só em 2010, a KFC vendeu 300 milhões de egg tarts, encaixando 232 milhões de euros.
Em resposta ao repto do ministro Álvaro Santos Pereira, o responsável da Confraria diz «Há décadas que se exportam pastéis de nata . E como Vancouver, no Canadá foi dos primeiros destinos deste produto, está visto que o Governo não fez os estudos de mercado suficientes», ironiza Vicente Themudo Castro. Talvez por isso , e devido à falta de apoios às pequenas empresas, dois dos maiores exportadores de pastéis de nata são espanhóis – a Frida Alimentar e a Europastry. "
Adaptado do Jornal Sol, Sara Ribeiro, 20 Janeiro 2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Administração do Banco de Portugal abdida dos subsídios

“O pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos reformados do banco central está suspenso e a administração abdicou dos subsídios.
O Banco de Portugal até anunciou que ia cortar os gastos com pessoal, mas também anunciou que iria manter o pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos seus funcionários - que terão hoje recebido o de férias -, não acompanhando os mesmos cortes aplicados aos funcionários da Função Pública e pensionistas.
Esta situação motivou muitas críticas inclusivamente dos partidos que formam Governo, pelo facto de a instituição liderada por Carlos Costa "não entrar no esforço" que é pedido aos funcionários públicos, que vão perder os 13º e 14º meses em 2012 e 2013.
Face à contestação, o Banco de Portugal comunicou hoje que os membros do Conselho de Administração abdicaram destes subsídios em 2012 e que o processamento dos subsídios aos reformados da instituição “está suspenso”(…).
É que o Banco de Portugal tem regras próprias que permitem que decisões tomadas pelo Estado sobre pagamentos de salários na Função Pública não sejam aplicadas aos seus trabalhadores, o que pode não ser válido para os reformados.
"O Banco de Portugal, a sua Administração e os seus colaboradores são sensíveis ao contexto difícil em que vive a sociedade portuguesa. Tal como em 2011, o Conselho de Administração do Banco de Portugal decidiu, de forma autónoma e por imperativo de solidariedade, acompanhar o esforço que o País está a fazer", indica a instituição liderada por Carlos Costa.”

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FIM DAS SCUT AUMENTA PREÇOS DAS VIAGENS.

A partir de amanhã, quem quiser ir de Lisboa a Monte Gordo de automóvel ligeiro, pela auto-estrada, vai ter de desembolsar entre 64 e 66 euros para fazer a viagem de ida e volta. A introdução de portagens nas últimas quatro concessões SCUT (sem cobrança ao utilizador), que arranca à meia-noite de amanhã, torna as deslocações rodoviárias dentro do País mais caras. Neste caso, a juntar-se aos 18,95 euros da A2, o automobilista terá ainda de desembolsar 11,6 euros extra para percorrer toda a extensão da A22 (Via do Infante), além de 1,45 euros ou 2,4 euros para passar nas pontes sobre o Tejo, consoante se trate da Ponte Vasco da Gama ou da 25 de Abril.  

Mas a introdução de portagens nestas últimas quatro SCUT torna as deslocações não só mais caras para o Algarve, mas também para o Interior. Por exemplo, a SCUT das Beiras Litoral e Alta (A25), que era completamente gratuita, vai deixar de o ser. Uma deslocação no eixo entre Aveiro e a fronteira com Espanha vai passar a custar, só num trajecto, 15,65 euros para quem se deslocar num automóvel ligeiro. O custo para os pesados, também no mesmo trajecto, será de 39 euros.
Também quem quiser ir de Lisboa à Guarda, sempre num carro ligeiro, vai ter de juntar os 5,65 euros que já pagam na A1 até Torres Novas, mais 19,30 euros para atravessar a A23. Se o percurso for contabilizado em termos de ida e volta, este condutor passa de um custo de 11,30 euros para uma despesa de 50,30 euros.

João Sá, Nº16, 10ºG

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Negócio Milionário dos Zombies

Da banda desenhada saltaram para a televisão e dos filmes para o cinema. Mas também já há jogos de computador, máscaras para o Dia das Bruxas, e até um guia do Governo com dicas para sobreviver a um ataque de mortos-vivos.
Uma frase emblemática do universo zombie diz-nos que os mortos-vivos não descansam mas também não correm. E nada o ilustra melhor do que a crescente vaga de popularidade deste universo, um negócio avaliado em mais de 4 mil milhões de euros.
[...] os zombies propagaram-se das salas de cinema e dos clássicos de literatura para uma explosão na venda de DVDs, jogos de computador, romances e livros de banda desenhada, séries de televisão, convenções e marchas de rua com milhares de pessoas vestidas a rigor.
No cinema, o género ultrapassou os 800 milhões de euros de receitas de bilheteira nos últimos 10 anos, contando só com os filmes de topo: dos quatro Resident Evil [...] a Eu Sou a Lenda [...]e para além disso, mais 700 milhões quando se contam também as vendas e alugueres de DVDs. Outros 1,75 mil milhões de euros entram pela indústria de jogos de computador e as principais cadeias de venda de máscaras [...].
Até o centro governamental americano de controlo e prevenção de doenças publicou um novo guia de 40 páginas, em banda desenhada, com conselhos para sobreviver a um apocalipse de mortos-vivos [...].
Max Brooks, um popular escritor de livros de zombies, diz no seu site que este fascínio com os mortos-vivos "reflecte as ansiedades e as frustrações reais que estamos a viver" na actual crise financeira - a "economia zombie" a que se referem os analistas de Wall Street.

Notícia retirada da revista SÁBADO de 3 de Novembro de 2011, escrita por Dulce Furtado

sábado, 5 de novembro de 2011

Trabalho infantil na Zara Portugal

O grupo espanhol de moda Inditex, que detém a Zara,, abriu um inquérito para verificar a veracidade de informações, seugundo as quais um dos seus fornecedores portugueses emprega crianças para coser sapatos e roupas – indicou o porta-voz do grupo.
Duas crianças de 11 e 14 anos, residentes na região de Felgueiras, costuram sapatos à mão em casa, da marca Zara, para um fornecedor da Inditex. As crianças recebem 0,40 cêntimos por par de sapato, e fazendo de 100 a 160 sapatos por dia.
O fornecedor, cujo nome não foi referido, terá violado o código de conduta dos ateliers da Inditex, no qual consta não permitem o trabalho infantil.

O grupo espanhol romperá as ligações comerciais e estudará a possibilidade de uma acção de justiça.

Os trabalhadores trabalham em condições desumanas, e este fenómeno alastra-se por várias freguesias de Felgueiras, devido ao desemprego.

Várias crianças costuram sapatos à mão para uma fábrica subcontratado pela rede de lojas Zara, da multinacional espanhola Inditex, por todo o mundo.
A assessoria da imprensa da Interdix afirmou que considera o caso gravíssimo e que a empresa tem um código de conduta muito rígido e proíbe o trabalho infantil nas empresas que contrata.

A zara do Brasil também viola os direito humanos, recorrendo ao trabalho escravo.
A inditex garante que o Brasil é o terceiro mercado mais importante da América, e que as peças irregulares representam menos de 0,03% da produção do país.

domingo, 30 de outubro de 2011

A tentação da fruta

 Portugal Fresh e o vento do Atlântico ajudam frutos e legumes portugueses a sair da casca.
À primeira dentada,o secretário de Estado Espanhol da Agricultura não hesitou a elogiar a maçã bravo de Esmolfe portuguesa:"Bueníssima" disse Josep Puxeu depois de cheirar e provar o exemplar apresentado pelo homólogo português,José Diogo Albuquerque, como "uma das melhores maçãs do mundo".
Para as 20 empresas lusas presentes no espaço da Portugal Fresh, na feira Fruit Attraction, em Madrid, este momento,vivido na passada quarta-feira, vêm premiar o esforço para "fazer sair da casca as frutas e legumes portugueses",como comentou António Tojal da Soma.
Há provas científicas de que têm muito mais antioxidantes do que outras variedades e há mais virtudes em estudo na Universidade do Porto”,sublinhou Tojal.
No grupo presente em Madrid, responsável por um volume de negócios de 300 milhões, todos coincidem em referir as condições únicas de cor, aroma, textura e paladar com a brisa do oceano, combinada com a proximidade do Mediterrâneo e altitude, dá à produção nacional. A isto, juntam a vantagem do clima permitir períodos longos de produção e em contra ciclo com alguns dos mercados de maior potencial. 
2,3 milhões de euros é o que vale a produção de fruta,legumes e flores, uma fileira que emprega 26% da mão de obra agrícola nacional.
756 milhões de euros é o valor das exportações,o que equivale a 43,7% do total do sector agrícola e a 2,4% do total da economia portuguesa. O défice da balança comercial é de 318milhões de euros.
Adaptado do Jornal Expresso,Margarida Cardoso,22/10/11