As exportações portuguesas para Angola, China e Estados Unidos representaram mais de metade do crescimento do sector nos primeiros nove meses de 2012, segundo dados da Agência para a Promoção do Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), a que agência Lusa teve acesso.
Espanha e Alemanha continuaram a ser os maiores mercados de Portugal, mas as exportações portuguesas para aqueles países caíram 4,6% e 1,3%, respectivamente, enquanto para Angola, China e Estados Unidos cresceram 34%, 152% e 35%, indica um relatório AICEP.
Os três mercados com maiores subidas são todos extracomunitários e, no conjunto, foram responsáveis por 4,5 pontos percentuais do crescimento de 7,7% das exportações portuguesas entre Janeiro e Setembro deste ano, salienta o relatório.
Angola foi o quarto mercado de Portugal, a seguir à Espanha, Alemanha e França, três países da União Europeia que absorveram quase metade das exportações portuguesas naquele período (46,7%).
O Reino Unido aparece em quinto lugar, seguido dos Estados Unidos, Holanda, Itália e Bélgica.
A China está em 10º lugar, à frente do Brasil, Marrocos e Suécia. Segundo a mesma fonte, a taxa de cobertura das importações pelas exportações situou-se nos 81,3%, um aumento de 9,7 pontos percentuais face a igual período de 2011, o défice comercial diminuiu 37,5% e as importações baixaram 5,1%. Quanto aos produtos exportados, máquinas e aparelhos encabeçam a lista da AICEP, com 15%, seguidas de veículos e outro material de transporte (12%) e combustíveis (8,8%).
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Sindicato: "Os estivadores estão firmes e vão continuar a lutar"
O presidente do Sindicato dos
Estivadores do Centro e Sul, Vítor Dias, garantiu hoje que "os estivadores
estão firmes e vão continuar a lutar pelo direito ao trabalho com dignidade e
com futuro".
No dia em que o novo regime do trabalho portuário é votado na generalidade, os estivadores, que contestam a lei, vão marchar até à Assembleia da República, para "dizer aos deputados que esta lei não serve ao país".
"Hoje passam três meses e meio desde que iniciámos a nossa luta. Toda a família portuária está firme em não parar este protesto, porque não podemos aceitar uma lei que precariza este sector e não serve os interesses do país", disse aos jornalistas o dirigente sindical, num protesto que se iniciou na Praça do Município, em Lisboa.
Vítor Dias garantiu que "seja qual for o resultado [da votação da proposta de lei], continuaremos o nosso protesto", considerando que os autores do decreto-lei "não conhecem os portos nem o trabalho nos portos".
Em relação à proposta de acordo entre estivadores e patrões, feita, na terça-feira, pelo Governo, o dirigente sindical acusou o Executivo de se querer comportar como "mediador", quando "causou todo este problema".
"O Governo que causou todo este problema não pode de repente passar a bola e os sindicatos e os empregadores que se entendam", acrescentou.
Rodeado por estivadores belgas, franceses e espanhóis, que se juntaram ao protesto, Vítor Dias apontou o dedo à restrição das funções consideradas como trabalho portuário, uma das alterações propostas no decreto-lei.
"Com uma lei que diz que metade dos postos de trabalho que hoje fazemos vai ser ocupada por terceiros, o que nos fazem?", questionou.
O presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), entidade reguladora do sector, explicou à Lusa que hoje o trabalho portuário inclui toda a área de jurisdição do porto, sendo que a proposta de lei prevê uma restrição das tarefas a realizar pelos estivadores.
O serviço nas portarias, nos armazéns e a condução de veículos pesados deixarão de ser considerados como trabalho portuário.
"O fundamento de trabalho portuário: a movimentação vertical da carga (do navio para terra) e a arrumação da carga para a pilha de contentores é mantido", explicou João Carvalho, realçando que "é o que se passa na generalidade dos portos e, em especial nos espanhóis, com os quais os portos portugueses concorrem directamente".
Um dos objectivos da proposta de lei, acrescentou, é "harmonizar os princípios básicos do que é trabalho portuário para todos os portos".
No dia em que o novo regime do trabalho portuário é votado na generalidade, os estivadores, que contestam a lei, vão marchar até à Assembleia da República, para "dizer aos deputados que esta lei não serve ao país".
"Hoje passam três meses e meio desde que iniciámos a nossa luta. Toda a família portuária está firme em não parar este protesto, porque não podemos aceitar uma lei que precariza este sector e não serve os interesses do país", disse aos jornalistas o dirigente sindical, num protesto que se iniciou na Praça do Município, em Lisboa.
Vítor Dias garantiu que "seja qual for o resultado [da votação da proposta de lei], continuaremos o nosso protesto", considerando que os autores do decreto-lei "não conhecem os portos nem o trabalho nos portos".
Em relação à proposta de acordo entre estivadores e patrões, feita, na terça-feira, pelo Governo, o dirigente sindical acusou o Executivo de se querer comportar como "mediador", quando "causou todo este problema".
"O Governo que causou todo este problema não pode de repente passar a bola e os sindicatos e os empregadores que se entendam", acrescentou.
Rodeado por estivadores belgas, franceses e espanhóis, que se juntaram ao protesto, Vítor Dias apontou o dedo à restrição das funções consideradas como trabalho portuário, uma das alterações propostas no decreto-lei.
"Com uma lei que diz que metade dos postos de trabalho que hoje fazemos vai ser ocupada por terceiros, o que nos fazem?", questionou.
O presidente do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), entidade reguladora do sector, explicou à Lusa que hoje o trabalho portuário inclui toda a área de jurisdição do porto, sendo que a proposta de lei prevê uma restrição das tarefas a realizar pelos estivadores.
O serviço nas portarias, nos armazéns e a condução de veículos pesados deixarão de ser considerados como trabalho portuário.
"O fundamento de trabalho portuário: a movimentação vertical da carga (do navio para terra) e a arrumação da carga para a pilha de contentores é mantido", explicou João Carvalho, realçando que "é o que se passa na generalidade dos portos e, em especial nos espanhóis, com os quais os portos portugueses concorrem directamente".
Um dos objectivos da proposta de lei, acrescentou, é "harmonizar os princípios básicos do que é trabalho portuário para todos os portos".
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Ministério da Saúde deverá entrar em 2013 sem défice
O Ministério da Saúde deverá acabar o ano sem défice, apesar de há um ano o ministro ter assumido que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012 deveria ter um saldo negativo de 200 milhões de euros.
No dia 15 de Novembro do ano passado, Paulo Macedo afirmou aos deputados, na apresentação do Orçamento do Estado para 2012 na área da saúde, que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012 teria «à partida» um défice de 200 milhões de euros.
De acordo com as contas do Orçamento do Estado para 2013 na área da saúde, que hoje está a ser apresentado e debatido na Assembleia da República, o valor da receita (8.143 milhões de euros) é igual ao da despesa, não havendo portanto lugar a défice.
Perante os deputados, Paulo Macedo destacou a importância do pagamento das dívidas que foi efectuado em 2012, mas reiterou que a sustentabilidade do SNS ainda não está assegurado.
Lusa/SOL
No dia 15 de Novembro do ano passado, Paulo Macedo afirmou aos deputados, na apresentação do Orçamento do Estado para 2012 na área da saúde, que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012 teria «à partida» um défice de 200 milhões de euros.
De acordo com as contas do Orçamento do Estado para 2013 na área da saúde, que hoje está a ser apresentado e debatido na Assembleia da República, o valor da receita (8.143 milhões de euros) é igual ao da despesa, não havendo portanto lugar a défice.
Perante os deputados, Paulo Macedo destacou a importância do pagamento das dívidas que foi efectuado em 2012, mas reiterou que a sustentabilidade do SNS ainda não está assegurado.
Lusa/SOL
sábado, 3 de novembro de 2012
Função Pública adere à greve
Os trabalhadores da Administração Pública vão aderir à greve geral do dia 14 de novembro, contra os cortes anunciados pelo Governo.
O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) anunciou hoje uma greve dos trabalhadores da Administração Pública a 14 de novembro, o mesmo dia da paralisação convocada pela CGTP contra as medidas de austeridade.
Em comunicado, o STE adianta que os seus associados se pronunciaram "por larga maioria" a favor de uma greve nacional, "porque não é possível continuar a assistir sem agir ao delírio de medidas penalizadoras de quem trabalha e, de modo especial, de quem trabalha na Administração Pública, com uma incompreensível sanha persecutória".
Na base do protesto dos trabalhadores da Função Pública estão medidas como o corte de um mês de salário (um subsídio), o corte de, em média, 5% nas remunerações superiores a 1500 euros, o congelamento de promoções e progressões, a redução do valor das pensões e alteração da idade de reforma e o alargamento dos descontos às horas extraordinárias e suplementos remuneratórios.
Também criticadas pelo sindicato são a diminuição do pagamento do trabalho extraordinário (para valores "abaixo do sector privado"), a redução em 10% na remuneração base diária para baixas médicas a partir do 4.º e até ao 30.º dia, o corte, para metade, do valor das licenças extraordinárias dos trabalhadores em mobilidade especial e as alterações ao IRS.
Segundo o STE, os trabalhadores da Administração Pública perderam, em termos reais, "entre 11 e 17,5%" em 2012 e "14 a 26,9%" entre 2010 e 2012.
domingo, 28 de outubro de 2012
Excesso de optimismo ?
“O cenário macroeconómico do Governo aponta para uma queda do PIB de 1% no próximo ano. Números que foram estimados durante a quinta avaliação da troika e que, segundo o chefe de missão do FMI, não necessitam de ser revistos. A taxa de desemprego deverá ser de 16,4%. Ambas as estimativas já foram consideradas optimistas.”
2012 2013
Previsões do governo
2012 2013
PIB -3 -1
Inflação 2,8 0,9
Desemprego 15,5 16,4
Saldo externo (% PIB) -1,1 1
Défice (% do PIB) 5 4,5
Despesa pública (% PIB) 45,6 46,8
Carga fiscal e contributiva (% PIB) 34,9 36,8
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
858 Pessoas ficam sem emprego TODOS OS DIAS
Desde janeiro a
economia portuguesa já destruiu 71 mil empregos, uma média diária de 858 por
dia. Segundo o Gabinete de
Estatísticas da União Europeia, apenas em julho a economia portuguesa foi capaz
de criar cerca de mil postos de trabalho. Com efeito, os dados do
Eurostat mostram que em julho estavam desempregadas 853 mil portugueses mais
oito mil do que em junho. Em agosto, mais oito
mil pessoas ficaram sem emprego, fazendo disparar o número de desempregados
para os 861 mil. Desde janeiro, a cada 24 horas, ficaram sem emprego 858 portugueses. Em agosto. Estavam desempregadas 861 mil
pessoas contra 790 no primeiro mês deste ano.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Vendas de carros caem 42% até setembro e ACAP exige reintrodução de incentivos ao abate
As vendas de automóveis ligeiros caíram 42,2% nos primeiros nove meses
deste ano, para 85.284 unidades, de acordo com os dados divulgados hoje pela
ACAP.
A quebra sentida nos ligeiros de passageiros foi menos intensa (39,7%
para 74.461 unidades), enquanto nos comerciais ligeiros as vendas desceram
55,1% para 10.823 unidades.
“Esta contínua queda no mercado é dramática para as empresas do
comércio automóvel. Por este motivo, a ACAP exige do Governo a reintrodução do
Plano de Incentivos ao Abate de Veículos em Fim de Vida”, refere a associação
do sector em comunicado, lembrando que tal decisão em Espanha já foi tomada,
apesar de a queda ser menor do que em Portugal.
Em Setembro as vendas de veículos ligeiros desceram 35,8% para 7.477
unidades. Os ligeiros de passageiros recuaram 30,9% e os comerciais caíram
54,1%. Estas quedas são menos intensas do que no acumulado do ano, devido
também ao facto de no mesmo mês do ano passado o mercado já ter caído
fortemente.
A Renault continua a ser a marca mais vendida em Portugal, apesar da
queda de 39,4% para 8.052 unidades nos primeiros nove meses do ano. Em segundo
lugar surge a Volkswagen, com uma queda de 37,5% para 7.578 unidades.
As marcas de luxo mantêm também a tendência de quebra, com excepção da
Porsche, que cresceu 25%, com 20 veículos vendidos em março, contra 16 em igual
mês de 2008.
Jornal de Negócios/LUSA
1 de outubro de 2012
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